quinta-feira, 11 de junho de 2009

At the Drive-In - El Gran Orgo (EP1997)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Como a história da At the Drive-In estava indo muito bem - parecia até um conto de fadas daqueles em que a banda está tocando numa bodega e chega alguém e acena com um contrato pra gravar! Nada mais natural do que os primeiros obstáculos começarem a aparecer. Primeiro foi a Flipside, gravadora que apostou na banda em começo de carreira, que fechou as portas. A At the Drive-In ficou órfã e teve que voltar às ruas para procurar outra casa. Logo encontraram a Offtime Records e o que parecia ser a solução dos problemas da banda acabou se tornando mais uma grande lição do "livro da vida do rock´n´roll": assim que assinaram o novo contrato a banda começou a preparar materiais novos para um novo disco. Os ensaios eram gravados para que, a partir deles, a banda pudésse "lapidar" as idéias. Eis que algum engravatado metido a espertalhão resolveu "faturar um extra" e lançou o ep "El Gran Orgo" - só que sem a autorização da At the Drive-In! Resultado: a banda não aceitou, boicotou o disco e rompeu o contrato com a Offtime. O boicote não deu certo - pelo contrário: ao fazer declarações públicas de que não tinham autorizado aquele registro o ATDI acabou divulgando-o mais ainda, o que fez com que o disco se esgotasse em apenas 3 dias! Já o rompimento do contrato foi bom: a banda assinou com a Fearless Records onde trabalhou com Alex Newport e gravou um de seus melhores registros.
Mas isso fica pra depois.
Destaques para as faixas "Speechless" e "Fahrenheit".
"Almas atormentadas, tremei!"

At the Drive-In - Hell Paso (EP1994)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Hell Passo" é o primeiro registro das experiências musicais de Cedric Bixler Zavala (vocal, percussão, sintetizador), Jim Ward (guitarra, vocal, teclado, percussão) e Omar Rodriguez-Lopez (guitarra, vocal) com a banda At the Drive-In. Na época - idos de 1994 - a banda ensaiava em estúdios abafados e mal equipados, incomodava vizinhanças inteiras ao se apresentarem em locais inapropriados, tinham um público pequeno (mesmo quando tocavam pros amigos..) e não tinham um tostão no bolso. Frente à essa triste realidade por que não gastar (o que não se têm) e gravar um ep? Foi o que fizeram. Nesse registro a banda desfia seu post-rock alternativo barulhento e incômodo em três faixas pouco produzidas mas bem convincentes. Experimente ouvir as amostras e defina você mesmo esse registro.
"Almas atormentadas, tremei!"

At the Drive-In - Alfaro Vive, Carajo ! (EP1995)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Olhem que nome genial: "Alfaro Vive, Carajo!".
Um ep curto (são só 5 faixas) mas que concentram o espírito da At the Drive-In: independência, barulho e experimentalismo. É claro que a identidade da banda de Zavala, Ward e Rodriguez-Lopez ainda estava em construção mas já era possível identificar a orientação musical da banda. Foram essas as músicas que despertaram o interessa da Flipside Records e garantiram à banda o lançamento do primeiro disco oficial completo.
"Almas atormentadas, tremei!"

At The Drive-In - Acrobatic Tenement (1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Cedric Bixler Zavala (vocal, percussão, sintetizador), Jim Ward (guitarra, vocal, teclado, percussão) e Omar Rodriguez-Lopez (guitarra, vocal) formaram, em El Passo (Texas/EUA) o At the Drive-In. Como toda boa banda underground, no começo, o At the Drive-In circulava pelas redondezas de sua cidade natal, se apresentando em moquifos pra públicos minúsculos. Nada que impedisse os caras de gravarem, em 94, um primeiro EP entitulado "Hell Passo", uma homenagem à cena underground local. Pouca coisa mudou com esse registro - a At the Drive-In continuou tocando em pequenos locais e pra pequenos públicos só que agora tinha o cdzinho pra vender nos shows. No ano seguinte a banda investiu num segundo ep sutilmente chamado de "Alfaro Vive, Carajo!". O barulho e as performances de palco de Zavala, Ward e Rodriguez-Lopez chamaram a atenção da Flipside Records. Detalhe: quando foram vistos pela gravadora a At the Drive-In estava se apresentando pra um público contado de 9 pessoas!
Pela Flipside o At the Drive-In gravou "Acrobatic Tenement", o primeiro álbum completo da banda, a um custo de US$600 para a gravadora. Pouco depois do lançamento do disco o baterista Tony Hajjar e o baixista Paul Hinojos foram agregados à ATDI (Rodriguez-Lopez, que era baixista, assumiu a segunda guitarra.
O estilo do At the Drive-In é inconfundível: um post-rock barulhento misturando hardcore, jazz, folk e rock alternativo. O vocal de Zavala descarrega a energia da banda em letras que vão do inconformismo politizado (ou não) adolescente ao expressionismo poético abstrato - coisa inclassificável mesmo.
Destaque para as faixas "Embroglio", "Star Slight" e "Schaffino".
Mais informações nessa página.
"Almas atormentadas, tremei!"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Evil Cosmonaut (Demo2008)

Amigos,

(essa postagem é uma homenagem ao "tovarish" Joe Unabomber, nobre proprietário e mantenedor do blog "Um Farol" que completou um ano de existência)

vindos diretamente de Moscou: Evil Cosmonaut.
Kaza (guitarra e vocais), Den (baixo) e Sosnin (bateria) formam um trio poderoso de Stoner Rock tratando de assuntos fundamentais como ovnis, vida alienígena e filmes de horror. Pelo que me consta esse material é uma damo lançada em 2008 e apresenta composições bem estruturadas, instrumental bem tocado e letras em inglês.
Amostras e mais informações no myspace da banda.
"поздравления, компаньон!"
Até mais.

Totr - Totr EP (2008)

Amigos,
Mario Placido (vocais), Slavko Krasich (guitarra), Michael Pedano (baixo) e Totto Gatuzo (bateria) formam a banda italiana Totr.
No myspace da banda eles citam várias influências mas, logo na primeira audição saltou-me aos ouvidos (cruzes, falei igual a minha avó agora!) que a guitarra do senhor Krasich lembra bem o grande Tom Morelo (RATM, Audioslave, carreira solo e RATM de novo). É lógico que a banda não se propõe a defender os ideais político-incendiários do velho Zack e seus comparças - mas isso não é demérito, certo? Se eu tivesse que classificar eu diria que é rock com influências de Tom Morelo e Deep Purple - não me perguntem por quê..
Mais informações, amostras e download gratuito desse mesmo EP no myspace da Totr.
Até mais.

Guru Guru - UFO (1970)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
(postagem especial para o raro amigo Paulão)
Formada por Jim Kennedy (guitarra), Uli Trepte (baixo) e Mani Neumeier (bateria) o Guru Guru nasceu em 1968, na Alemanha. Seu som, uma de rock e Jazz, vem associado a uma postura muito politizada da banda - várias vezes eles se apresentaram no "Socialist German Student Union" intercalando suas músicas com leituras de textos políticos e sociológicos. Moravam numa Comuna na região de Odenwald. Usavam drogas e tratavam disso abertamente, inclusive em suas músicas (como por exemplo na faixa "Der LSD Marsch". Seus mais de 20 discos já venderam mais de 500,000 cópias ao todo. Neumeier, que nas horas vagas atuou em diversos outros projetos, é um dos organizadores do festival Finkenbach e a Guru Guru foi a primeira banda a se apresentar no famos show de tv Rockpalast.
Só por isso já vale o download, certo?
Mas o som é excepcional, confiram a faixa de abertura "Stone In" e tente não sair voando por aí.
Mais informações na página oficial da banda.
"Almas atormentadas, tremei!"

Mozergush - Mozergush (2008)

Amigos,
Mozergush é o nome dessa banda de Donetsk, Ucrânia.
Se eu dissesse que se trata de uma simples banda de Stoner Rock eu estaria mentindo. Na verdade trata-se de uma banda de Stoner Metal / Down-tempo / Psicodélico, ou seja, a distorção Stoner e o clima "vintage" aliada à andamentos arrastados - às vezes ao extremo - (como o Doom) e climas psicodélicos/espaciais criados com auxilio de um sintetizador. As letras misturam experiências com drogas, misticismo e ficção científica. Uma experiência diferente, convenhamos.
Nesse primeiro disco oficial Ilya responde pelos vocais, pela guitarra e pelo sintetizador, Benya assina os baixos e backing vocais e Steh é responsável pela bateria. Amostras das faixas no myspace da banda.
Mais informações na página oficial da Mozergush.
(quem souber o que quer dizer "Mozergush" me diga!)
Até mais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gorilla Monsoon - Extermination Hammer (2008)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
O segundo disco da banda alemã Gorilla Monsoon saiu em 2008. "Extermination Hammer", na minha opinião, aposta bem mais no Stoner do que no Doom e no Heavy - se comparado ao primeiro álbum. Nada que desvalorize o registro; muito pelo contrário: um cd que começa com "Rock me over" não vai te decepcionar nunca!
Destaco ainda as faixas "50$ Whore", "Born to lose" e "Codeine Commander".
Mais informações no espaço da banda na Internet.
"Almas atormentadas, tremei!"

Gorilla Monsoon - Damage King (2006)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Gorilla Monsoon foi um lutador de luta-livre profissional nos Estados Unidos, de 63 a 77. No nosso caso, o Gorilla Monsoon em questão vem de Dresden, na Alemanha. Formada no ano de 2001 esses alemães só lançaram um álbum completo em 2006. "Damage King" tem elementos de Doom, Heavy e Stoner Metal, o que a torna um prato cheio para os seguidores do demônio de todas as partes do mundo. Só pra constar: no Metal Battle, do Wacken Open Air de 2005 (Alemanha), a Gorilla Monsoon foi a grande vencedora, deixando em segundo lugar os brasileiros da Tuatha de Danann. Jack Sabbath (vocais e guitarras), Phil (guitarra), Chris (baixo) e Drumster (bateria) respondem pela banda atualmente. No mais, fique com o vídeo de "Death Revolution".
Mais informações na página oficial da banda.
"Almas atormentadas, tremei!"

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Duster 69 - Nothing Left (2008)

Amigos,
sob o sugestivo subtítulo de "unreleased and rare stuff from 1999-2008" a banda Duster 69 lançou essa compilação de seus anos de estrada assim que a banda decidiu parar. Seria apenas mais uma "jogada de mercado", dessas em que as gravadoras tentam "raspar o tacho" quando uma de suas bandas deixa de existir se não fossem alguns detalhes:
1.esse registro só está disponível via-website oficial, ou seja, partiu de uma iniciativa da própria banda;
2.o cd é fartamente ilustrado e contém anotações dos integrantes da banda - o que demonstra um cuidado diferenciado ao material;
3.participações especiais - o que confirma que o registro não é apenas um "catadão" de sobras de estúdio e sessões que não deram certo.
Tudo isso pode ser seu por apenas 6 Euros (via website oficial da banda), sem burocracia nem atravessadores.
Até mais.

Duster 69 - Ride The Silver Horse (2004)

Amigos,
"Ride the Silver Horse", penúltimo disco dos alemães da Duster 69, foi lançado em 2004. As faixas "Deep Down" "Bring me down" viraram vídeo e vão circular pela Internet até que o Tio Sam "desligue" a Internet. Recomendado para fãs de John Garcia, auto-estradas que cortam desertos e poeira - muita poeira.
Mais informações no myspace da banda.
Até mais.

Duster 69 - Angel King (2007)

Amigos,
se você é daqueles que quando pensa na Bavária (Alemanha) só lembra da cerveja tá na hora de você rever seus conceitos! Formada em 99 a banda alemã Duster 69 acabou oficialmente em 2008. Mesmo assim, o legado deixado pelo vocalista Lucki Schmidt, pelo guitarrista Jochen Böllath, pelo baixista Matthias Schmidt e pelo baterista Peter Wiesenbacher são provas cabais de que o Stoner se alastrou de forma inquestionável e irreversível, adquirindo - em cada lugar - características próprias mas sem nunca esquecer que seus pés estão nos estéreis desertos dos EUA (e suas raízes no Hard Rock 70´s e Southern Rock). Dito isso, apresentou-lhes "Angel King", último disco (de 2007) dessa banda ainda pouco conhecida por aqui. Praticantes de um Hard Stoner Rock bem produzido (coisa de Primeiro Mundo!)e descaradamente influenciado por Kyuss, Unida e companhia limitada, a Duster 69 não deixava nada a desejar quando o assunto era mesclar distorções e melodias. Confiram a faixa "Velvet Mind" e certifiquem-se (ou não) disso.
Mais informações na página oficial da banda.
Até mais.

domingo, 7 de junho de 2009

Vídeo: Hellraiser (1987) (739 MB - .avi - legendado)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Mil novecentos e oitenta e sete foi o ano que marcou a entrada de Clive Barker no mundo da Sétima Arte. Ele, autor inglês que na época ja era reconhecido por sua literatura repleta de sexo e violência (chegou a ser considerado o "futuro do Horror" pelo mestre Stephen King), debutou dirigindo aquele que até hoje é considerado um marco e referência do horror nos anos 1980, um clássico moderno do gênero: "Hellraiser - Renascido do Inferno". Baseado no conto "The Hellbound Heart", do próprio Barker, o filme apresenta Frank, personagem ambicioso, representação humana do "crer ser". É ele quem desencadeia toda a trama: sua incredulidade e ganância condena-o a julgar-se auto-suficiente e lança-o à perdição. Dor e aprisionamento eterno - até que o destino encarrega-se de expor tudo a todos. Outro trunfo do filme são os "cenobitas", criaturas vindas do inferno e que vivem às custas do angustiante sofrimento da carne alheia: capturam almas e proporcionam experiências fora da compreensão humana, através de horríveis torturas, com o uso de correntes e ganchos pontudos, misturando dor e prazer - a dualidade indivisível.
Dentre eles: Pinhead, o líder.
O filme (que pensou-se em chamar "Sadomasoquismo Além da Tumba" para não chocar tanto) custou 1 milhão de doláres e rendeu 30 vezes este valor, dando origem a uma série de franquias e seqüências que não fazem sombra ao original.
Meus destaques: a filosófica frase de Pinhead "Nós somos os exploradores das regiões profundas da experiência. Demônios para alguns. Anjos para outros." ou ainda a inquietante frase que fecha o filme: "Jesus chorou."
Assista ao trailer oficial aqui.
Postagem original - CineDark.
"Almas atormentadas, tremei!"

sábado, 6 de junho de 2009

River Phoenix - Speedballs (200?)

Amigos,
(essa quem me indicou foi o Hell (valeu de novo ;))
Michel Aleixo (guitarra/voz) e Ennio Villavelha (baixo/voz) deram início ao projeto em 98 quando se cansaram de assistir às bandas locais "se repetirem" nos palcos underground de Brasília. Até 2004 a dupla bateu cabeça tentando encontrar uma forma de fazer as coisas acontecerem da forma como eles queriam e foi então que cruzaram com Tiago Dias (bateria). Estabeleceram-se sob a alcunha de River Phoenix e, desde então, disseminam Stoner Noise (uma mistura dos riffs, da estrutura e da distorção Stoner Rock com a barulheira e a improvisação Punk de MC5 e Stooges).
Como eles mesmos dizem: "Deus, me dê Fender!"
Rock com atitude é isso aí.
Mais informações, amostras e downloads remunerados pra banda (você não paga nada mas a banda ganhas uns trocados ^^) - nessa página.
Até mais.

Barra Pesada - Chumbo Grosso (2007)

Amigos,
banda de Curitiba (Paraná) a Barra Pesada lançou em 2007 seu primeiro registro: "Chumbo Grosso". Cuidadosamente trabalhada - tanto em termos de composição quanto de produção e de suporte (página oficial com todas as faixas do disco pra você ouvir) - o disco tem músicas em português e inglês. Talvez BB from Bronx (guitarrista e vocalista), seu irmão Subasoccer (baixo e vocal) e Negran O'Neil (baterista) ainda não tenham definido isso ainda.. A sonoridade, sim, parece bem madura e coerente: Stoner Rock carrancudo, grave e cadenciado. Vale a pena conferir.
Mais informações na página oficial (onde além de ouvir todas as músicas você pode adquirir o cd por 5 reais) ou no Myspace da banda
Até mais.
Desenvolvido por UsuárioCompulsivo, desmontado e remendado por "Estranho Mundo de Mary". ^