domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mike Dean.

"Se você tem dinheiro para isso (comprar originais), então deveria abrir um pouco mão dele - especialmente para artistas independentes e menores. Mas se você não tem dinheiro para isso (comprar originais), acho que é uma boa opção apenas baixar de graça."

"Não acho que seja algo muito importante. Penso que o dinheiro de verdade na indústria musical agora vem dos shows."

"Existe uma espécie de obrigação cômica de pagar por algo se você usou. Mas não acho que deveria ser… Não é algo que realmente me incomoda."

Fonte: "COC: entrevista exclusiva com Mike Dean"

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Francis Ford Coppola.

“A ideia do Metallica e de outros roqueiros de ficarem ricos com sua música não deverá obrigatoriamente continuar acontecendo. Talvez porque estejamos entrando em uma nova era em que a arte será gratuita.”

“Precisamos ser claros com relação a este assunto. Há apenas poucos séculos, se tanto, que os artistas ganham dinheiro com sua arte. Artistas nunca tiveram dinheiro. Muitos tiveram patrões, como governantes, nobres a Igreja ou o papa. Ou tinham outro emprego. Eu tenho outro emprego, faço filmes, ninguém me diz o que devo fazer e ganho meu dinheiro produzindo vinho. É só ter outro emprego e acordar às 5 da manha para escrever seu script”.

“Quem disse que a arte deve custar dinheiro? Aliás, quem disse que os artistas devem ganhar dinheiro?”

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Frank Zappa.

"Consumidores de música gostam de consumir música…
não pedaços de vinil embrulhados em pedaços de papelão"

"Propomos adquirir os direitos de duplicação e armazenamento digital  do catálogo de cada gravadora, juntar tudo num centro de processamento e tornar esse material acessível por telefone ou TV a cabo, que podem ser diretamente acoplados aos aparelhos de gravação do usuário. As opções seriam: transferência digital direta para o F-1 (codificador de fita digital da Sony de uso doméstico), Beta Hi-Fi, ou fita cassete analógica comum.Toda a contabilidade do pagamento de royalties, cobrança ao cliente, etc. seria automática, embutida no software inicial do sistema. O consumidor tem a opção de assinar uma ou mais Categorias de Interesse, pagando uma taxa mensal, independente da quantidade de músicas que ele ou ela decidir gravar. Nossa proposta é aproveitar os aspectos positivos de um sistema de troca nocivo que vem afligindo a indústria hoje: gravações caseiras, em fita cassete, de material lançado em vinil."

Fonte: The Real Frank Zappa Book (1989)

Nergal.

"Não sou um dos que dizem: 'ei, você está roubando meu dinheiro'. Há um lado muito positivo nisto. Veja o que aconteceu em relação ao novo disco do Machine Head ["The Blackening"]. Fiz o download, e quando saiu fui um dos primeiros a comprar. É um disco maravilhoso. Se alguém pega um disco pela internet e ele é uma droga, não vejo por qual motivo deve comprá-lo. Se você não têm dinheiro, faça download! Eu quero que as pessoas ouçam a música, e naturalmente espero que elas apreciem meus esforços. O Metal lida com fetiches, amantes do gênero amam as capas [dos álbuns]. Isto é ótimo, não é como na música Pop. Acredito que as pessoas sempre comprarão a versão definitiva."

Fonte: "If Someone Gets The Record From The Internet And It Sucks, I Don't Expect You To Buy It!"- 30/04/2007

Dave Grohl.

“Eu acho que é uma boa ideia porque são pessoas trocando músicas. Isso não tem nada a ver com indústrias ou finanças. São apenas pessoas que querem música e não existe nada de errado com isso. É o mesmo que alguém ligar a porra de um rádio; é o mesmo que alguém colocar uma fita cassete pra gravar quando a BBC toca um especial na rádio. Eu não acho que é um crime, isso tem sido assim por anos. É o mesmo que pessoas fazerem fitas umas para as outras. A indústria está se sentindo mais ameaçada porque é a rede mundial, é uma esfera maior de troca, mas eu não acho que uma coisa horrível pra caralho como dizem. A primeira coisa que deveríamos fazer é mandar todos esses milionários desgraçados calarem suas bocas e pararem com essa boiolagem devido a 25 centavos que eles estão perdendo por segundo.”

“O amor pela música está acima da ganância das empresas.”

Bruce Dickinson.

"As mudanças na indústria da música não nos afetou adversamente, por que nós sempre tivemos uma forte relação com nossos fãs".

"Isso afeta artistas que mantém relações apenas com suas gravadoras e dependem da venda de seus discos e não de seus fãs."

"Os fãs também compram as mercadorias oficiais, que garantimos ter boa qualidade. Entretanto, o que não endossamos são as pessoas que lesam nossos fãs e a banda com material de péssima qualidade."

domingo, 29 de janeiro de 2012

John Ulhoa.

“Acho que a inocência dessa pirataria acaba de vez quando as pessoas começam a vender e têm lucro com o produto “ilegal” - aí deixa de ser uma troca entre amigos."

"Em breve a tecnologia vai fazer as pessoas pararem de fazer download de músicas, elas vão simplesmente ouvir online. Se tudo isso estiver ali nos grandes portais, quem vai perder tempo procurando torrents?”

“Prefiro tentar me adaptar e aperfeiçoar esses novos meios do que lutar contra eles, isso seria perda de tempo.”

Liam Gallagher.

 "Fazer download de músicas é o mesmo que eu costumava fazer - eu costumava gravar (do rádio) uma coleção das músicas que eu gostava. Eu não me importo."

"Eu odeio todos esses grandes e bobos astros do rock que reclamam - pelo menos eles estão baixando sua música, seu babaca, e estão prestando atenção, você me entende?"

"Vocês deveriam apreciar isso - do que vocês estão reclamando? Vocês têm cinco mansões, então calem a boca."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Começam a cair as primeiras máscaras: seria o MegaBox?

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Parece que nem todas as cartas desse jogo disputado entre o poder financeiro, representado pela "indústria" da música, do cinema, dos games etc, e as forças liberais da Internet foram mostradas. Aos poucos a acusação simplista de que o Megaupload exercia extorção, lavagem de dinheiro, pirataria, desrespeitando direitos autorais e gerando prejuízo de mais de US$ 500 milhões aos seus representantes, vai caindo em mais descrédito - se é que isso é possível para uma alegação tão superficial e generalista como a feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Tudo porque uma nova teoria sobre o caso repercute pelos sites (aqui, por exemplo) dando conta de que, na verdade, o que assutou os engravatados de Hollywood foi o MegaBox, um novo serviço de distribuição de músicas que o Megaupload lançaria em 2012 e que enterraria de vez as relações artistas x gravadoras. Relatado pela primeira vez ao site TorrentFreak, o Megabox concorreria com o iTunes, o lobo em pele de cordeiro, trabalhando com artistas sem contrato com gravadoras ou estúdios, permitindo que qualquer um pudesse comercializar suas próprias criações e ainda ficar com 90% dos valores finais. Haveria, ainda, a opção de download gratuito em que os artistas seriam pagos através de um serviço chamado Megakey, já testado e aprovado por mais de um milhão de usuários. Em outras palavras, a partir do MegaBox as gravadoras, a RIAA e toda a indústria musical estabelecida seria, literalmente, deixada de lado - ou, se preferir, para trás.
Alguém duvida que o 13º site mais visitado do mundo, responsável por 4% de todo o tráfego da internet em todo o planeta, com 180 milhões de usuários registrados e mais de 50 milhões de pessoas utilizando seus serviços diariamente venceria a batalha contra o establishment?
Pensem, pesquisem e, se comprovarem e acharem importante, divulguem.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Efeito dominó: Filesonic, Uploaded.to e Mediafire.

Amigos,
já era de se imaginar que os efeitos do fechamento do Megaupload, na última quarta-feira, seriam sentidos nos demais sites de compartilhamento de arquivo. Hoje foi a vez do Filesonic, que desabilitou o compartilhamento de arquivos e agora apenas guarda arquivos pessoais, do Uploaded.to, que fechou seus serviços nos Estados Unidos, e do Mediafire, que, apesar de pretender demonstrar confiança, suspendeu todos os arquivos de seus usuários sem maiores explicações. Isso quer dizer que todos os links disponibilizados aqui, no Estranho Mundo, estão invalidados. Pior do que isso: essa realidade quer dizer que a intimidação dos que querem controlar a Internet continua fazendo vítimas. E vai ser assim por um bom período, creio eu - por isso, preparem-se!
Enquanto isso o EMM vai parar. Não vou tentar recuperar os milhares de arquivos porque pra nós o blog sempre foi um projeto pessoal recreativo, uma higiene mental - e nunca uma obrigação. Portanto, não há porque agora, depois de três anos e meio, transformar o que sempre nos deu satisfação em algo que alimente estresse e preocupação.
Não sei o que o futuro reserva para nós mas o que me preocupa de verdade é o que o futuro guarda para a Internet. Se ela cair nas mãos dos mesmos que controlam os países, as multinacionais e os conglomerados de mídia, nós já podemos prever um futuro pasteurizado e contabilizado em cifrões.
Essa sim é a lógica dos piratas!
Nossa paixão pela música nunca se prendeu - e nunca se prenderá - aos originais de vinil, silício ou qualquer outro material. A música é livre e não pode ter seu valor traduzido em moedas e cédulas - muito menos ser definido por engravatados que nunca economizaram para comprar um ingresso e se espremer numa platéia de show.

Agradecemos aos parceiros, seguidores, visitantes e blogwalkers (por quê não?!) que preferimos chamar de AMIGOS - a parte mais gratificantes dos blogs.
Nós estamos e continuaremos do lado dos que preservam a liberdade,
em todos os seus sentidos.
Respeitosamente.

Persepolis (2007)

Amigos,
Persépolis era a antiga capital do Império Persa, hoje Irã. É também o nome do romance escrito por Marjane Satrapi em 2000 que deu origem à essa animação francesa, dirigida por Satrapi e Vincent Paronnaud, em 2007. Dedicado a todos iranianos, "Persepolis" percorre da Revolução Iraniana à meados dos anos 90 revelando peculiaridades sócio-culturais que o Ocidente prefere manter longe do conhecimento da maioria das pessoas.
Mais informações aqui.

Memory Driven - Relative Obscurity (2009)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 2008, quando Dennis Cornelius voltou a se ocupar das guitarras (ele havia sido baixista por cinco ininterruptos anos até então), a banda Paradise Lost já havia definitivamente migrado para o Gothic/Dark Doom Metal e, mesmo que o mainstream preferisse Evanescense ou qualquer outra aberração modernosa, a banda do senhor Nick Holmes era uma das melhores e principais demonstrações de que o gênero não se resumia a belos rostos e vocais líricos. Cornelius fundou a Memory Driven, então, com Chris Greenway na outra guitarra, David Newcomb no baixo e TJ Mansfield na bateria, em Oklahoma, de onde podiam absorver tanto as vibrações vindas da Inglaterra quanto as produzidas nos EUA (vide Wino, com quem Cornelius tocou na Place of Skulls). Com elementos dos anos 90, do Progr Metal e até algumas inserções eletrônicas entre as faixas, Cornelius e sua Memory Driven registraram "Relative Obscurity", o primeiro álbum oficial da banda, com boas composições como "Nonprofundi". Não vai cair nas graças do público, nem vai virar tendência - mas não faz feio como as porcarias de hoje em dia. Não me lembro de muitas resenhas sobre o disco, só dessa.
Mais informações aqui.
"Almas atormentadas, tremei!"
Memory Driven - Relative Obscurity (2009)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Golden Pig Electric Blues Band - Golden Pig Electric Blues Band (2003)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Encontrei o trio Golden Pig Electric Blues Band, dos senhores Joe (vocais e guitarras), Eric (baixo) e Jerome (bateria), por acaso. Na verdade não foi tão acaso assim, já que eu estava procurando bandas que partissem do Blues Rock para compor um Stoner distorcido e, ainda assim, com boas melodias. E esse é o ponto: Black Sabbath, Beatles, ZZ Top, Motorhead, T.Rex e tantos outros, todos combinavam o peso/distorção, a criatividade/personalidade e a melodia - voluntária ou involuntariamente. Por isso assobiamos suas músicas até hoje! Destaque para a extensa - mas nada burocrática - "Mizz Marvel".
Para fãs de Heavy Blues Stoner, Sasquatch e pedais Big Muffs.
Mais informações aqui.
"Almas atormentadas, tremei!"

sábado, 21 de janeiro de 2012

Rockpile - Seconds of pleasure (1980)

Amigos,
"Seconds of Pleasure" (1980) foi o único disco deixado pelos ingleses da Rockpile. Muitos consideram também os álbuns solos de Dave Edmunds (vocais e guitarras) e Nick Lowe (baixo e vocais) como se fizessem parte de uma discografia mais completa da banda mas, oficialmente, não vale. O Rock da banda era fortemente marcado por influências de Rockabilly e Power Pop, o que pode ser comprovado em faixas como "Teacher Teacher", "If sugar was as sweet as you", "Now and Always", "Knife and Fork" e "Play that Fast Thing". A versão disponibilizada aqui contém ainda o EP "Nick Lowe & Dave Edmunds Sing The Everly Brothers", bônus lançado na versão CD do registro.
Mais informações aqui.
Até mais.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Etta James - Welcome to the Jungle (2011)

Amigos,
com tanta coisa ruim acontecendo é possível que uma triste notícia tenha passado despercebida por muita gente. Etta James faleceu hoje. A cantora nascida em Los Angeles, no ano de 1938, convivia com a leucemia diagnosticada em 2011 - nada que achássemos suficiente para vencer essa guerreira que passou por sérios problemas com drogas, romances mal sucedidos e obesidade mórbida. Mesmo com a carreira sempre em risco Etta conquistou não apenas uma estrela na calçada da fama de Hollywood mas também um lugar eterno no hall das verdadeiras divas da música, num tempo em que só o talento prevalecia. Em seus últimos momentos Etta esteve ao lado de seu marido e filhos. Mais do que sua obra, seu legado é sua história.
Compartilho aqui (via-Multiupload) a faixa "Welcome to the Jungle", versão da Guns'n'Roses que Etta James registrou em seu último trabalho, o álbum "The Dreamer", de 2011. R&B de qualidade, de verdade, de alma. Assim que as coisas estabilizarem (se estabilizarem) postarei o disco completo.
Mais informações aqui.
Até mais.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A guerra já começou: Megaupload é a primeira vítima.

Amigos,
o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acaba de tirar do ar o Megaupload,
um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo. A acusação alega que o Megaupload.com deu aos detentores de direitos autorais mais que US$ 500 milhões em prejuízo por facilitar a pirataria de filmes e outros tipos de conteúdo - mas a maioria do tráfego de dados feito pelo Megaupload é legítimo.

O fato aconteceu um dia depois que diversos sites, incluindo a Wikipédia, ficaram 24h fora do ar em protesto contra o SOPA e o PIPA, dois projetos de lei antipirataria que circulam nos Estados Unidos. Ambos são apoiados por multinacionais do entretenimento (estúdios, gravadoras, produtoras etc) mas são questionados por companhias de internet como Google, Facebook, Amazon e Twitter que interpretam as medidas como um tipo de censura aos sites e à liberdade de expressão.

Ainda é cedo para dizer onde essa batalha vai acabar - mas ela já está aí e,
se não nos mobilizarmos politicamente
(pressionando nossos representantes na Câmara e no Senado),
logo seremos vencidos pelo poder econômico.

No Brasil o senador Álvaro Azevedo (PSDB-MG) propôs o Projeto de Lei (PL) 84/99, o AI-5 Digital, que, com outras palavras, visa o mesmo objetivo:
permitir que interesses escusos controlem a Internet.

O SOPA ainda está sendo avaliado por comissão na Câmara americana.
A PIPA deve ir à votação no Senado dos EUA ainda neste mês.

Para maiores informações sugiro:

"Lei no Congresso dos EUA pode destruir a internet livre; entenda o que está em jogo"
"Sopa: como a lei antipirataria pode afetar o Brasil"
"De Reddit a Google: saiba porque os sites serão afetados pelo Sopa"
Desenvolvido por UsuárioCompulsivo, desmontado e remendado por "Estranho Mundo de Mary". ^