sábado, 12 de junho de 2010

Sinéad O'Connor - The Lion And The Cobra (1987)

Sinéad O'Connor - The Lion And The Cobra (1987)

Amigos,
Sinéad Marie Bernadette O'Connor é a terceira filha do casal Sean e Marie O'Connor. Nascida em Dublin, Irlanda, no ano de 1966, Sinéad O'Connor teve uma infância e adolescência conturbada, cheia de traumas, que acabaram por definir sua personalidade e musicalidade. Depois de ser expulsa de uma escola católica, O'Connor foi presa por furto. Foi nessa época, aos 15 anos, que iniciou sua carreira, primeiro cantando em casamentos, depois estudando música na "Dublin College of Music" e fazendo dinheiro com "telegramas cantados". Assinou contrato em 85 e participou da trilha sonora do filme "The Captive", cantando acompanhada do guitarrista do U2, The Edge. Quando iniciou sua carreira efetivamente O'Connor teve que refazer toda a produção do seu primeiro disco sozinha quando percebeu o pouco cuidado que tinha sido dispensado à sua obra. "The Lion And The Cobra", título inspirado no Salmo 91 teve os originais literalmente jogados no lixo e uma verdadeira reviravolta quado a cantora lançou-se - pela primeira vez - à produção. "Mandinka" e "Troy" foram os singles que alçaram o álbum à categoria de "um dos melhores de 87", mas nenhum deles chega à sutileza e força da faixa "Jackie". A voz doce da cantora e sua imagem de cabeça raspada e quase nada feminina, suas músicas suaves - às vezes até pop - e suas letras aprofundadas (muitas vezes polêmicas) são traços marcantes de sua trajetória. "Drink Before the War" e "Just Call Me Joe" podem muito bem sintetizar a vida e a obra dessa delicada e ao mesmo tempo forte O'Connor.
Obs.: não achei nada educado (pra dizer o mínimo) as recentes notícias que dão conta de que O´Connor "reapareceu um pouco acima do peso, com cabelos grisalhos, usando óculos, acompanhada de um homem e cantando sobre religião". Em primeiro lugar, mesmo convertida à "Igreja Tridente Latino" O´Connor não canta "sobre religião" e sim sobre RELIGIOSIDADE, coisa bem diferente. E afinal, a quem importa sua aparência? Ela é uma artista e tem que ser julgada por sua obra! Aliás, aos interessados: O´Connor, mesmo dividida entre os filhos, sua converção e o desinteresse da mídia por mulheres com talento e opiniões próprias, continua lançando lançado álbuns interessantíssimos desde 2000!
Mais informações na página de Sinéad O´Connor.
Até mais.
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