domingo, 31 de maio de 2009

The Four Horsemen - Gettin' Pretty Good...At Barely Gettin' (1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 1994 a banda californiana "The Four Horsemen" pôs fim aos boatos e aos desentendimentos e voltou à ativa. Dois anos mais velhos o vocalista Starr, o guitarrista Lizmi e o baterista Dimwit continuavam à frente da banda que agora trazia o baixista Pharaoh - famoso por excursionar com o Cult - no lugar de Ben Pape. Tudo prometia ser diferente; mas não foi. Logo em setembro daquele ano Dimwit morreu vítima de uma overdose. A banda presseguiu produzindo o disco graças ao apoio de Chuck Biscuits (baterista do Danzig), irmão de Dimwit que não só os incentivou a continuar como também assumiu temporariamente a bateria da banda - logo foi substituído por Randy Cooke. Com o disco praticamente pronto (faltando apenas a masterização), em 95, o vocalista Frank Starr envolveu-se num acidente de trânsito (a moto em que estava foi atingida por um motorista bêbado) e acabou em coma com sérios ferimentos na cabeça. "Gettin Pretty Good...At Barely Gettin' By..." foi lançado no ano seguinte e a banda teve que convidar Ron Young (da banda Little Caesar) para assumir os vocais até que Starr voltasse. Mas o pior aconteceu: Starr nunca voltou do coma, falecendo em 18 de junho de 99. Foi o ponto final da banda.
O disco segue na mesma linha do anterior: Hard/Southern Rock com muita pegada roqueira - diferentemente da maioria das bandas californianas de sucesso da época. Nâo encontrei amostras desse derradeiro álbum mas, quem viu as amostras da postagem anterior, sabe o que vai encontrar.
Mais informações no espaço da banda na Internet.
"Almas atormentadas, tremei!"

The Four Horsemen - Nobody Said It Was Easy (1991)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Depois do excelente ep de estréia parecia que a banda de Starr, Lizmi, Haggis, Pape e "Dimwit" iria emplacar. Só parecia: em pouco tempo a banda se viu envolvida numa disputa legal com seu produtor sobre os direitos da banda e, pra piorar a sitaução, o vocalista Frank Starr acabou sendo preso por envolvimento com drogas. Isso tudo atrasou o lançamento do primeiro álbum completo por dois anos. E quando o disco estava finalmente pronto, a realidade já era outra: a explosão do Grunge tinha devastado a cena "roqueira" e o mercado do Hard Rock - sucetível aos interesses das gravadoras - já não era prioridade. Não bastasse tudo isso Starr foi novamente preso, gerando instabilidade interna na banda e a conseqüente debandada do guitarrista Haggis.
O lado bom disso tudo é a obra: "Rockin' Is Ma Business" é a msitura exata do AC/DC com o Lynyrd Skynyrd. "Nobody Said It Was Easy" é outra pérola, dessa vez mais "hardeira" - e Southern. Tem ainda "Tired Wings", com uma guitarra-slide que dispensa maiores comentários, e "Wanted Man", sobre "ser procurado" - especialidade de Starr (!). Tá certo que a faixa "I Need A Thrill/Something Good" fecha o disco "entregando" as origens ensolaradas da banda, mas nada que desmereça o álbum.
Grande disco de uma grande banda.
Só pra constar: o baixista Ben Pape foi colega de Dave Grohl na fase pré-Nirvana - na banda punk Scream.
"Almas atormentadas, tremei!"

The Four Horsemen (EP1989)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Quando o vocalista Frank C. Starr, os guitarristas Dave Lizmi e Haggis, o baixista Ben Pape e o baterista Ken 'Dimwit' Montgomery se juntaram era final dos anos 80, tempos do Hair Rock e das fotos "posadas" em estúdio. Ser "boa pinta" e fazer "cara de mal" eram requisitos básicos pras bandas aspirantes ao sucesso - isso segundo a "indústria" e seu "conceito hegemônico de rock". Talvez isso explique, em parte, o porquê dessa banda nunca ter figurado entre "as mais mais".
Senão, vejamos: o primeiro ep, lançado no distante ano de 89, apresentou a banda com uma mistura incrível de Southern Rock, Hard Rock e AC/DC!
Tá bom ou quer mais?
Só que no rock, assim como na vida, ter talento não basta: é preciso sorte. E eu estou seriamente tentado a dizer que faltou isso a esses caras.
A dúvida que fica é: é Hard Rock californiano com "pé vermelho" ou é Southern Rock curtindo um "bronzeado"?
Ouça e me diga o que acha.
Infelizmente, sem amostras, mas podem confiar.
"Almas atormentadas, tremei!"

sábado, 30 de maio de 2009

Cristina Lopes - Cotas Racias - Por que Sim? (2006)

Cotas Racias - Por que Sim? (.pdf)
Cristina Lopes.
Tamanho: 873 KB.
Idioma: português

Enquanto as cotas são aprovadas em âmbito federal, o Rio de Janeiro dá um passo atrás e as anula. A lei que prevê o sistema de cotas nas universidades estaduais do Rio de Janeiro foi suspensa pelo Ministério Público nesta terça-feira, 26 de maio de 2009, sob pedido do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP). Ele alegou inconstitucionalidade na lei que garante o acesso a negros(as), indígenas, estudantes da rede pública, pessoas com deficiência, filhos(as) de policiais civis e militares, bem como de bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária mortos(as) ou incapacitados(as) em razão do serviço.
O debate sobre as cotas permanece acirrado e provoca reações diversas em toda a sociedade. A pesquisadora do Ibase e responsável pela cartilha “Cotas Raciais – Por que sim?”, Cristina Lopes, discute aspectos relativos às ações afirmativas, especialmente cotas raciais, e oferecer argumentos favoráveis a sua adoção.
Leia entrevista com autora aqui.
Até mais.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Raging Slab - Black Belt In Boogie (1995)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Entre 93 e 94 a Raging Slab excursionou pela Europa e o que poderia ter sido o ponto alto da banda tornou-se mais um conturbado momento na história da banda de Greg Strzempka e Elyse Steinman. As apresentações na Inglaterra tiveram que ser canceladas quando o baterista da banda, senhor Paul Sheehan, contundiu o joelho. A banda retornou aos EUA e, assim que Sheehan melhorou, gravou "Black Belt in Boogie". O material foi apresentado ao produtor da banda, senhor Rick Rubin, que sumariamente rejeitou o disco. "Acusando o golpe", o guitarrista Mark Middleton preferiu deixar a Raging Slab e formar sua própria banda ("The Desperados"). Não me perguntem como mas aqui está mais um disco rejeitado da Raging Slab.
"Almas atormentadas,tremei!"

Raging Slab - Slabbage (Assmaster + True Death 1993)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Como mencionei antes, a discografia da Raging Slab é, no mínimo confusa. "Slabbage" é um relançamento de 93 contendo o primeiro álbum oficial da banda ("Assmaster", de 87) e um ep ("True Death", de 89). "Get Off My Jollies" consegue manter a essência Southern e se aproximar perigosamente do Hard Rock. Nessa época a banda excursionava com Lenny Kravitz, a banda Texas e Monster Magnet - do Pop Rock passando pelo Rock Alternativo e Stoner Rock.

Raging Slab - Dynamite Monster Boogie Concert (1993)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 1992 a Raging Slab estava de casa nova (a gravadora Def American), com produtores novos (Brendan O'Brien - Pearl Jam, Soundgarden, Jackyl, Stone Temple Pilots - e John Paul Jones, baixista do Led Zeppelin!) e preparando um novo álbum. Novo em termos: "Dynamite Monster Boogie Concert" tinha, além de faixas inéditas (como "Pearly"), algumas músicas que figuraram no disco anterior (como "Anywhere But Here" e "Lynne"), rejeitado pela antiga gravadora da banda. O disco apareceu num dos episódios de Beavis and Butt-Head: Beavis escutava a banda e tecia o seguinte comentário - "..parece com Skynyrd, só que legal..".
Maldade do garoto..
"Almas atormentadas, tremei!"

Raging Slab - Freeburden (1992)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Se altos e baixos fazem parte do rock´n´roll, então o Raging Slab é o próprio. Depois do boicote promovido pela gravadora a banda teve forças para excursionar sem apoio nem suporte oficial. Ao final da "turnê fantasma" a banda de Strzempka e Steinman voltou aos estúdios e registrou "Freeburden". Produzido por Michael Beinhorn (Soundgarden, Ozzy Osbourne e Red Hot Chili Peppers) o disco contou com a participação do baterista Jack Irons (Red Hot Chili Peppers e Pearl Jam). Nem isso comoveu os engravatados da RCA que rejeitaram mais esse trabalho da banda. Foi a gota d´água: assediados pela Def American - via Rick Rubin (importante produtor e empresário nas horas vagas - a banda mudou de ares e foi destilar seu Southern roqueiro por outros caminhos. "Freeburden" apresenta faixas como "Anywhere But Here" (um desagravo à ex-gravadora?) e a balada "Lynne" composta por Greg Strzempka para sua irmã.
"Almas atormentadas, tremei!"

Raging Slab - From a Southern Space (1991)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Morando "em comunidade", na lendária "Slabby Road" - propriedade rural adquirida pelo casal de guitarristas e mentores, Strzempka e Steinman, a Raging Slab gravou "From a Southern Space". Produzido por Alex Perialis (Anthrax, M.O.D., S.O.D.) o disco não agradou muito aos executivos da RCA que desaprovaram os rumos musicais escolhidos pela banda. O resultado foi que a gravadora decidiu boicotar a banda, negando-lhes divulgação e suporte. Mesmo com essa "puxada de tapete", a Raging Slab se apresentou ao lado do Guns N' Roses (que na época era "o" Guns N' Roses) no que ficou conhecido como a "Top Secret Club Tour". Ironia à parte, não preciso dizer que a atitude da gravadora desagradou muito à banda - o que contribuiu para que, pouco tempo depois, a banda deixasse a RCA e partisse para a Def American. Não consigo perceber tal mudança ao ouvir o disco: continuam as raízes southern, os riffs roqueiros, enfim, está tudo lá - é só conferir.
E uma capa dessas não se subestima por nada!
"Almas atormentadas, tremei!"

Raging Slab - L.A. Live (1990)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
A banda iniciada por Greg Strzempka e Elyse Steinman em 83 - e que responde pelo nome de Raging Slab - tem uma das discografias mais confusas que eu já vi. São vários álbuns lançados, outros tantos gravados mas não lançados (oficialmente), relançamentos que juntaram dois discos num só, etc. O álbum em questão, nessa postagem, é um disco ao vivo, gravado em Los Angeles no ano de 1990 (não listado na discografia oficial). Na época a banda já havia sido apontada como uma mistura de Lynyrd Skynyrd com Metallica (segundo a resenha da Guitar World, de 89). A banda excursionava exaustivamente ao lado de nomes variados como Red Hot Chili Peppers, Ramones, Molly Hatchet e Warrant - provando toda sua competência e diversidade. Certa vez os iniciantes do "Mr. Crowe's Garden" abriram as apresentações da Raging Slabe; tempos depois esses garotos viraram o Black Crowes e o resto da história todo mundo já conhece. Foi nessa época, também, que o casal de guitarristas Strzempka e Steinman compraram uma propriedade rural, na Pennsylvania, e batizaram-na de "Slabby Road". Em princípio era pra transformar o local num estúdio particular mas, em pouco tempo, todos da banda tinham se mudado pra lá e viviam numa espécie de comuna regada à uísque e rock´n´roll. Nesse "ao vivo" vocês testemunharão, entre outras, as clássicas "Don't dog me" e "Bent For Silver".
"Almas atormentadas, tremei!"

Raging Slab - The Dealer (2001)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
A década de 90 foi conturbada para a banda Raging Slab. Greg Strzempka e Elyse Steinman passaram por maus bocados até chegarem em 2001 com o álbum "The Dealer". O estilo musical da banda estava intacto, com muita influência de Southern e recheado de riffs de Hard Rock. "Flap Your Boogie Flap" mostrava que a banda estava pronta para exorcizar seus demônios; "Sir Lord Ford" é matadora, com direito a guitarra-slide e tudo. Pra quem gosta de Rock, Southern e Stoner.
"Almas atormentadas, tremei!"

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Raging Slab - Pronounced Eat Shit (2002)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Greg Strzempka e Elyse Steinman se conheceram em 1983. Os dois eram de Hooversville (Pennsylvania) mas moravam em Nova Iorque e compartilhavam, além do talento pras guitarras, uma admiração pelo Heavy Metal e Hard Rock dos anos 70, Ramones e Black Flag. Achou estranho? Eles não. Tanto é que em pouco tempo estavam casados e formando uma banda com essas influências. Nascia a Raging Slab: Southern Metal misturando ZZ Top e Hard Rock dos 70´s.
Em 2002 a banda de Strzempka e Steinman lançou "Pronounced: Eat Shit". Os clássicos riffs de guitarra cederam um espaço maior às raízes sulistas da banda, criando temas como as blueseiras "Boogalooser", "Miss Delicious" e "Hell Yawns Before Mine", ou as "hardeiras" "Chrome Won't Get You Home", "Never Never Know" e "When The Cock Crows", ou ainda as homenagens à Todd Rundgren (com a versão de "Little Red Lights"), à cantora Connie Little (com a faixa "Ruby Star") e à Joey Ramone (com a faixa "Dry Your Eyes") mostrando que o rock é feito disso tudo: talento, criatividade, referências e personalidade.
Ah! Ia me esquecendo: o nome do disco e a capa é uma homenagem ao Lynyrd Skynyrd - lógico!
"Almas atormentadas, tremei!"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Karnak - Os Piratas do Karnak (2003)

Amigos,
em 16 de dezembro de 2002, porém, André Abujamra declarou numa lista de discussão na Internet sobre a banda que achava que a Karnak tinha fechado um ciclo e que as próximas duas apresentações seriam as últimas. Dito isso, a despedida da banda foi em grande estilo: com todos os ex-integrantes do grupo - quase vinte pessoas no palco apresentando os grandes clássicos de uma das bandas mais estranhas dos últimos tempos. Em 2003 saiu "Os Piratas do Karnak", um álbum duplo contendo momentos ao vivo da banda.
Em 2006 Abu disse que a banda estaria voltando (embora nunca tenha parado por completo) e que o pseudo-documentário "O Livro Multicolorido de Karnak" marcaria esse retorno.
Aguardamos materiais novos!!

Karnak - Os Piratas do Karnak (2003) - pt01
Karnak - Os Piratas do Karnak (2003) - pt02

Até mais.

Karnak - Estamos adorando Tokio (2000)

Amigos,
"Estamos adorando Tokio" foi o disco lançado pela banda Karnak no ano de 2000. A mesma mistura apresentada nos discos anteriores (World Music, MPB e Pop Rock) mostra-se em grande estilo nesse álbum que acabou sendo o último disco de inéditas da banda (até agora - já que a banda continua ativa). Contando, na época, com apenas sete integrantes, esse registro foi lançado pela Net Records em bancas de revistas e com um preço muito menor que os promovidos pelas lojas de discos (portanto, se você ainda o encontrar por aí compre-o!). Novamente, em 2001, a Karnak excursionou pelo exterior e, no cenário nacional, as diversas apresentações de André e sua trupe consagraram a banda como um marco da música criativa da virada do milênio. Desde a "Abertura Russa", passando pela faixa título, "Estamos Adorando Tóquio", até a clássica "Juvenar" o disco é mais uma prova de que música, criatividade e qualidade podem - e devem - andar juntas. Se existe "world music", pra mim é isso.
Até mais.

Karnak - Universo Um Big O (1997)

Amigos,
em 97 a banda Karnak chegou a ter 15 integrantes - entre músicos, atores, dançarinas e cachorro! Foi assim que a banda lançou "Universo Umbigo", segundo disco da carreira e primeiro a tocar nas rádios universitárias do exterior. No Brasil, porém, o disco repercutiu menos do que o primeiro - embora fosse tão bom quanto.
Faixas como "Eu Tô Voando", "O Mundo Muda" e "Velho no Metrô" são desse disco.
Lá fora as coisas foram melhores: a banda recebeu convites e se apresentou nos EUA, Canadá e Europa. Depois dessa turnê a banda se reformulou e o número de integrantes diminuiu pra nove.
Até mais.

Karnak - Karnak (1995)

Amigos,
uma das melhores experiências musicais dos últimos tempos no Brasil atende pelo nome de Karnak. André Abujamra, criativo e inteligente desde antes do "Mulheres Negras", viajou pelo mundo gravando diversas manifestações sonoras de diversas localidades do mundo. Voltou e quis misturar isso tudo com música pop e eletrônica. O resultado foi uma espécie de "World Muscic" do século XXI. Os músicos escolhidos à dedo (dez ao todo), as performances teatrais (dois atores faziam parte da primeira formação), personagens e figurinos e as improvisações musicais - mais a presença de Jeton, um cachorro/mascote/integrante - elevaram a banda ao estatus de "cult". O primeiro disco, lançado em 95, vendeu algo entre 50 e 100 mil cópias (se fossem cópias numeradas saberíamos..). As críticas foram positivas mas, pela estranheza do projeto, não alcançou o "grande público".
"Alma não tem cor" virou um clássico da banda e, nem que seja só pra ouvir essa faixa, vale baixar esse disco.
Até mais.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Acrimony - Bong On-Live Long (2007)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Finalizando a discografia da Acrimony, banda de Doom Metal/Stoner Rock do País de Gales, formada em 1991 pelo vocalista Dorian Walters, pelos guitarristas Lee Davies e Stuart O'Hara, pelo baixista Paul Bidmead e pelo baterista Darren Ivey: "Bong on - Live Long!" - uma compilação de faixas lançadas nos álbuns da banda ao longo dos tempos adicionada com duas faixas inéditas (só lançadas em coletâneas que a banda participou): "Earthchild Inferno" e "O Baby". Depois que a Acrimony se desfez (2001) o guitarrista O'Hara tocou com "Iron Monkey" e "Dukes Of Nothing". Depois Walters, Davies e O´Hara tocaram juntos novamente no "Black Eye Riot". Bidmead e Ivey criaram o "9ine" (e depois Bidmead fundou o "Yeti").
Diz a lenda que a banda voltou a compor em 2008.
"Almas atormentadas, tremei!

Acrimony & Church Of Misery (Split 2003)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Acrimony & Church Of Misery", split lançado em 2003, registrou as últimas composições da banda Acrimony. A banda, iniciada em 91 por Dorian Walters (vocais), Lee Davies e Stuart O'Hara (guitarras), Paul Bidmead (baixo) e Darren Ivey (bateria), depois de ter lançado seu segundo álbum (em 96), agonizou ainda por cinco anos antes de disperçar. As faixas da banda nesse split foram gravadas em 99 e não constam em nenhum lançamento anterior. "Tumuli", faixa que abre o split, segue a tradição e carrega a mesma pegada Stoner Rock e o mesmo nome do lançamento anterior da Acrimony.
Já os materiais da Church Of Misery foram gravados em 96, ou seja, antes mesmo que a banda lançasse o primeiro registro oficial (em 98).
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony & Iron Rainbow - Mother Slug (Split 1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 96, já com um álbum lançado e com outro pronto pra sair, a banda Acrimony fez as honras e dividiu um cd com a banda Iron Rainbow. Os galeses do Acrimony já tinham encontrado seu caminho musical e incorporado as influências do Stoner Rock ao Doom que faziam no começo da carreira. Já os novaiorquinos do Iron Rainbow estavam começando com seu Metal com influência de Melvins e outros esquisitões.
Confiram a faixa "The Castle", do Iron Rainbow.
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony - Tumuli Shroomaroom (1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
O segundo álbum dos galeses da Acrimony saiu em em 96. "Tumuli Shroomaroom" trouxe, como curiosidade, a faixa de abertura "Hymns to the Stone" - exatamente o nome do álbum anterior. Mensagens subliminares à parte mais uma vez Walters, O´Hara, Davies, Bidmead e Ivey acertaram a mão na mistura Heavy/Doom Metal/Stoner Rock.
O que estariam pensando quando compuseram "The Bud Song", "Firedance" e "Million Year Summer"?
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony - The Acid Elephant (EP1995)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 1995 - um ano depois de lançarem o primeiro álbum - a banda Acrimony lançou "The Acid Elephant", um ep de poucas músicas mas muito estilo. Com duas faixas do primeiro álbum e duas do álbum que seria lançado um ano depois, esse apresentou uma influência "mística", coisa que se confirmou no álbum lançado depois. "The Bud Song" é um exemplo.
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony - Hymns to the Stone (1994)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Nos 9 anos em que esteve ativa a banda "Acrimony" gravou apenas dois álbuns. Pouco, é verdade, mas a qualidade compensa. Descrita pela "Allmusic" como a mistura de Black Sabbath, Hawkwind, Blue Cheer e Kyuss (e qual banda de Stoner não se define assim?) a banda formada em Swansea, País de Gales (Reino Unido) por Dorian "Dexter" Walters (vocais), Stuart O'Hara e Lee "Roy" Davies (guitarras), Paul "Mead" Bidmead (baixo) e Darren Ivey (bateria) lançou esse primeiro disco em 94. "Hymns To The Stone" é sóbrio, pesado e recheado de grandes e marcantes riffs de guitarras. "Space Cat #6" foi quem me apresentou à banda (via videoclip) mas "Urabalaboom" também merece destaque nesse disco.
Mais informações na página oficial da banda.
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony - Soltice Sadness (Single1993)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Ainda com os pés no Doom - e com influências do Thrash e Death - a Acrimony lançou "Soltice Sadness", single de 93. As duas faixas são quase que um prolongamento da demo lançada um ano antes, mostrando que a banda tinha consciência de onde queria chegar. A qualidade dos músicos já era evidente nessa época - embora ainda buscassem uma identidade musical própria. Enfim, recomendado pra colecionadores, curiosos e apreciadores do arrastado e cavernoso Doom.
"Almas atormentadas, tremei!"

Acrimony - A Sombre Thought (Demo 1992)


Saudações, mortais desse Estranho Mundo."A Sombre Thought" foi o nome dado à primeiro incursão da banda Acrimony aos estúdios de gravação. O som era mais pro Doom (com influências de Thrash e Death) do que pro Stoner que popularizou a banda. Lançada em fitas cassetes e de modo independente a demo já mostrava que o negócio da Acrimony eram os riffs de guitarra e os andamentos cadenciados. É claro que não encontrei nenhuma amostra desse registro mas quem conhece Dexter Walters, O'Hara, Roy Davies, "Mead" Bidmead e Ivey sabem o que esperar - só que um tanto mais Doom.
"Almas atormentadas, tremei!"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Earthless - Live At Roadburn (2008)

Amigos,
também em 2008 saiu o primeiro registro oficial da Earthless ao vivo. "Live At Roadburn" contém quatro músicas em duas faixas e foi gravado no 13º Roadburn Festival, em Tilburg, Holanda, quando a banda foi alçada ao palco principal sem aviso prévio e se apresentou por quase uma hora e meia lá. Assim como em todos os registros da banda o som fica entre o hipnótico e o alucinógeno. O trio é realmente bom e, no palco, o som não fica menos interessante já que Isaiah Mitchell (guitarra), Mike Eginton (baixo) e Mario Rubalcaba (bateria) além de serem bons músicos estavam misteriosamente inspirados naquela noite de 18 de abril de 2008.
Confiram as amostras aqui e aqui.
Até mais.

Earthless & Witch (Split 2008)

Amigos,
em 2008 duas grandes bandas se juntaram nesse split: Earthless e Witch. A banda de J. Mascis - e seu clima sombrio/psicodélico - aliou-se à guitarra hipnótica de Mitchell e, nas faixas "Can't Help Doin' Wrong" (Witch) e "Jull" (Earthless) nos brinda com o que há de melhor no rock do século XXI - baseado no que de melhor foi criado, em termos de rock, no século passado.
Ótima amostra do que essas bandas são capazes.
Até mais.

Earthless - Sonic Prayer Jam (Single2005)

Amigos,
no ano de 2005 o guitarrista Isaiah Mitchell, o baixista Mike Eginton e o baterista Mario Rubalcaba preparavam materiais para compor o primeiro disco da banda Earthless quando decidiram gravar as jams que a banda fazia em estúdio. Não sei se eram aquecimentos, ou se eram "as saideras" típicas de fim de ensaio, só sei que resultou em "Sonic Prayer Jam", um single lançado quase que ao mesmo tempo que o álbum. Se definir o gênero da Earthless não é tarefa das mais fáceis, classificar esse registro é quase impossível: gravado ao vivo, em estúdio, duas faixas, improvisações e experimentalismo de primeira. Psychedelic Stoner Rock - talvez.
Consta na discografia da banda mas não sei se trata-se de um lançamento oficial. De todo modo, é excelente - e se você não acredita no que seus ouvidos testemunharão, assista a isso!
Até mais.

Earthless - Rhythms from a Cosmic Sky (2007)

Amigos,
em 2007 a banda Earthless, banda dos senhores Mitchell, Eginton e Rubalcaba, lançou o segundo álbum: "Rhythms from a Cosmic Sky". Mais uma vez a banda ataca com seu Psych Rock hipnótico em duas faixas: "Godspeed" - uma pequena suíte divida em cinco atos - e a belíssima "Sonic Prayer". A versão disponibilizada aqui contém ainda uma versão para a música "Cherry Red", da banda "The Groundhogs" (confiram a versão original aqui). Se vocês são fãs de Jimi Hendrix, Cream, Free, Humble Pie, The Stars, Acid Mothers Temple, Motörhead, Melvins, Funkadelic e Led Zeppelin, têm que experimentar essa banda!
Até mais.

Earthless - Sonic Prayer (2005)

Amigos,
Isaiah Mitchell (guitarra), Mike Eginton (baixo) e Mario Rubalcaba (baterista) formaram o trio instrumental Earthless em 2001. Praticantes de um Psychedelic rock de altíssima qualidade a Earthless gravou seu primeiro álbum, "Sonic Prayer", em 2005. O disco consiste de duas faixas alucinantes e viajantes de 20 minutos cada: uma mistura hipnótica de Heavy Metal, Hard, Psych, Space e Stoner Rock.
Duvida? Clique aqui e confiram a faixa "Flower Travellin´ Man" direto do myspace da banda.
Até mais.

domingo, 24 de maio de 2009

Dust - Hard Attack (1972)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 1972 a banda Dust voltou ao estúdio pra gravar "Hard Attack", segundo e último álbum oficial da banda de Wise, Aaronson e Bell. O disco equilibra-se entre momentos de Hard Rock - "Ivory" e Suicide - e momentos quase acústicos - "So many times" e "Thusly Spoken", por exemplo. Dizem que nessa época Marc Bell - que tinha 16 anos e cursava o ensino médio - não podia dar à banda toda a atenção que ela dispendia. Isso, aliado ao crescente interesse de Wise na parte de produção, pode ter acarretado o prematuro fim da Dust. Me lembro de ter sido fã desse disco mesmo antes de ouví-lo - só pela capa que me lembrava o velho fliperama do Golden Axe (baixe aqui).
Bons tempos..
"Almas atormentadas, tremei!"

Dust - Dust (1971)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Dizer que a Dust foi a banda de onde saiu Marc Bell - o Marky Ramone - é ser redundante. Então, prefiro contar outra história.
Richie Wise (guitarrista e vocalista) e Kenny Aaronson (baixista) eram amigos de longa data. Certa vez, os dois, ao assitirem uma apresentação de Hendrix no Fillmore East, em 68, testemunham o lendário guitarrista destruir seu instrumento no final do show. Os pedaços foram atirados ao público e Wise conseguiu ficar justamente com os captadores. Ele os adaptou em sua guitarra e iniciou sua carreira no rock. Nessa mesma época, Marc Bell era um pré-adolescente fã de Keith Moon e Mitch Mitchell que começava a se destacar com seu instrumento pelo seu jeito de tocar. Wise, Aaronson e Bell se juntaram, passaram a compor materiais próprios e assumiram a identidade de Dust. Outra coisa pouco dita sobre a banda: Lenny Kilmister, vocalista e baixista do Motörhead, citou diversas vezes essa banda como uma de suas principais influências no começo da carreira. Nada de estranho já que o trio executava um Hard Rock consistente e criativo, com influências de Southern, Heavy, psicodelia e até Jazz! Destaques desse primeiro disco: "Loose Goose", "Chasin' Ladies" e "Stone Woman".
"Almas atormentadas, tremei!"

sábado, 23 de maio de 2009

Grateful Dead - History of the Grateful Dead Volume One (Bear's Choice - 1973)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Gravado no lendário Fillmore East, em 13 e 14 de fevereiro de 1970, esse disco só foi lançado em 13 de julho de 73 como um tributo a Ron "Pigpen" McKernan, guitarrista, percussionista, gaitista e tecladista da banda Grateful Dead que faleceu antes que o disco ficasse pronto. O álbum ficou conhecido mesmo pelo nome de "Bear's Choice". O urso em questão era Owsley Stanley, um químico amigo da banda que ficou famoso por ser o primeiro a produzir LSD de qualidade e em larga escala. Esse registro era pra ser o primeiro de uma série mas o"Pigpen" faleceu, o contrato com a Warner venceu, a banda deixou a gravadora e nunca houve um "volume dois".
Nem a formação clássica.
Fim de uma era.
Destaque para as faixas "Hard to Handle" e "Black Peter".
"Almas atormentadas, tremei!"

Grateful Dead - Europe ´72 (1972)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Gravado em várias apresentações da Grateful Dead pela Europa no ano de 72 esse disco ao vivo foi originalmente lançado em versão tripla. Mesmo sendo fora das terras do Tio Sam a banda de Jerry Garcia não negou suas origens e mostrou toda a influência do american bluegrass, folk e country que permeavam suas músicas. Foi o álbum ao vivo que mais vendeu da Grateful Dead e, talvez por isso, tenha sido relançado em 95 (álbum duplo) e 2001 (versão cd). Destaque para as faixas "Truckin'", "He's Gone" e "Jack Straw".
Obs.: por motivos de espaço, a última faixa do álbum (17 - (Walk me out in the) Morning dew) está aqui, separada nesse arquivo.
(Walk me out in the) Morning dew).mp3
"Almas atormentadas, tremei!"

Grateful Dead - Grateful Dead (Skulls and Roses - 1971)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Cronologicamente, "Grateful Dead" (ou "Skulls and Roses", como ficou conhecido) foi o segundo registro ao vivo da banda de Jerry Garcia - a Grateful Dead. Contendo gravações feitas em diversas apresentações no começo do ano de 1971, "Skulls and Roses" - que era pra se chamar "Skull Fuck" - foi originalmente lançado como um álbum duplo. Além de Garcia (guitarras e vocais) participaram da gravação o guitarrista Bob Weir, o baixista Phil Lesh, o baterista Bill Kreutzmann e os tecladistas Ron "Pigpen" McKernan e Merl Saunders. A banda nunca negou que alguns dos vocais ficaram fracos e tiveram que ser refeitos em estúdio. Outra inserção admitida foi o teclado de Saunders nas faixas "Playing In The Band" e "Wharf Rat", mas nada que desmereça o disco. Destaques dessa vez para "Big Railroad Blues" e para a versão de "Not Fade Away".
"Almas atormentadas, tremei!"

Grateful Dead - Live/Dead (1969)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Atendendo ao pedido feito diretamente por Jerry Garcia - via Atitude Fanzine, do amigo Paulão - trago para compartilhar "Live/Dead", primeiro álbum ao vivo registrado pela eterna
Grateful Dead.
Gravado entre janeiro e março de 1969, em diversas apresentações da banda, esse álbum foi classificado por muitos releases da dita "imprensa especializada" como o melhor registro ao vivo de uma improvisação de rock de todos os tempos.
Não é pra menos: Garcia e Bob Weir (guitarras e vocais), Phil Lesh (baixo), Ron "Pigpen" McKernan, Bill Kreutzmann e Mickey Hart (bateria, percussão etc etc) e Tom Constanten (órgão) formaram uma das bandas mais criativas e viajantes de todos a história do rock. Tendo como combustível a explosiva realidade dos anos 60, aditivados com o áuge das experimentações lisérgicas e acompanhado de perto por uma legião de fãs conquistada nas diversas apresentações da banda por toda Califórnia, a Grateful Dead estabeleceu-se como uma das principais representantes da geração "sexo, drogas & rock´n´roll" - não necessariamente nessa ordem, é lógico.
Poesia, devaneios, inspiração, piração, rock, liberdade e música.
Grateful Dead.
Destaques para "St Stephen", "Turn On Your Love Light" e "Feedback".
"Almas atormentadas, tremei!"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Chum - For Those About To Surf (2006)

Amigos,
vindos de Manhattan Beach, Los Angeles (Califórnia), Chum está pro Surf Rock assim como Johnny Cash está pro Counry. Formada por Rick Wilkinson (guitarra), Willy B. (baixo) e Adrien Anthony (bateria) a banda executa um Surf Rock mais pro distorcido do que pro reverberado - evidenciando a forte influência do Rock em suas músicas. Melhor do que eu ficar aqui falando é você entrar nessa página e conferir as amostras desse álbum.
Mais informações na página oficial da banda ou no myspace.
For Those About To Surf we Salute You!
Ou como dizem os nativos: Aloha & Mahalo.
Até mais.

The Surfacers - The Surfacers (2004)

Amigos,
em 1998 a banda argentina The Surfacers decidiu deixar de lado as versões de rock´n´roll que executavam e apostar nas composições próprias de Surf Rock instrumental. A primeira encarnação da banda tinha Matías Torres e Sebastian Marino nas guitarras, Santiago Urueña no baixo e Julio na bateria. Com esses elementos a banda passou a tocar, mostrar seus materiais e conquistar o reconhecimento. Chegou a gravar algumas demos antes que o baterista Julio deixasse a banda e fosse substituído por Sebastián Romani. Foi com essa formação que a Surfacers assinou contrato com a Green Cookie Records e gravou o primeiro disco, em 2003. Pouco tempo depois - antes mesmo que o álbum de estréia fosse lançado - foi a vez do guitarrista Sebastian Marino deixar a banda alegando diferenças musicais. No ano seguinte o álbum "The Surfacers" veio à publico e abriu a temporada de divulgação para a banda que passou a se apresentar por toda Argentina. Trata-se de Surf Rock clássico, instrumental, e você pode ter uma bela amostra nessa página.
Mais informações no myspace da banda.
Até mais.

Urban Surf Kings - Surf vs the Flying Saucers (2004)

Amigos,
o Urban Surf Kings vem de Nova Escócia, Canadá. Influenciados por Link Wray, Ventures e Dick Dale, Rev Hank (guitarra), Crash Flagg (baixo) e Inky (bateria) fazem um Surf Rock ao estilo anos 60, ou seja, instrumental e com referências aos cultuados filmes-B de ficção científica e terror. Ao todo a banda já lançou nove registros. "Surf vs the Flying Saucers" é, pelas minhas contas, o quarto deles. "Man From Adano" foi a única faixa que encontrei como amostra - mas o disco inteiro é muito bom.
Mais informações na página oficial ou no espaço da banda na Internet.
Até mais.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dogs D´Amour - Straight!! (1990)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
O álbum "Straight??!!", lançado pela Dogs d´Amour em 90, marcou o declínio da banda. Último álbum a conter a formação clássica (Tyla, Steve James, Jo Dog e Bam) foi também o último disco lançado antes que a banda decidisse encerrar suas atividades pela primeira vez. Numa apresentação lendária em Los Angeles, Tyla declarou no palco que aquela seria a despedida da banda. Atônita, a platéia ainda testemunhou o vocalista se mutilar com cacos de vidro em pleno palco, numa mistura de desespero, desequilíbrio e marketing?! Bom, faz parte..
O baterista Bam juntou-se ao The Wildhearts. Tyla começou a escrever um livro de poesias. Tá certo que um ano depois a banda se reuniu - mas não foi mais como antes: eram outros tempos - e Jo Almeida tinha sido substituído por Darrell Bath.
Destaques desse disco para as faixas "I Don't Want You To Go", "Victims Of Success Live" e "Lady Nicotine"
Fim de uma era.
"Almas atormentadas, tremei!"

Dogs D´Amour - Errol Flynn (1989)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Errol Flynn" saiu também em 89. Não bastasse isso o disco ainda foi lançado nos Estados Unidos com outro nome: "King of the Thieves". O disco contém, talvez, a música mais famosa da banda: "Satellite Kid" - mas outros momentos merecem destaque como as faixas "Drunk Like Me", "Goddess From The Gutter" e "Princess Valium".

Dogs D´Amour - A graveyard of empty bottles (1989)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Terceiro álbum da banda Dogs d´Amour, "A Graveyard of Empty Bottles" foi lançado em 89, apenas um ano depois de seu segundo disco. O disco trouxe todas as guitarras soando mais acústicas e as faixas "I Think It's Love Again" e "The bullet proof poet" poderiam sintetizar o disco. "A graveyard of empty bottles" consagrou, ainda, a "formação clássica" da banda - com Tyla, Jo "Dog" Almeida e Bam.
Mais informações no espaço da banda na Internet.
"Almas atormentadas, tremei!"

Dogs D´Amour - In the dynamite jet saloon (1988)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
O primeiro disco da Dogs D´Amour repercutiu tão bem que logo a banda foi convidada a assinar contrato com o selo japonês Watanabe. Nessa época a banda passou por novas mudanças: saiu o baixista Karl Watson e entrou Mark Duncan. Pouco tempo depois saiu Mark Duncan e entrou Mark Drax. E novamente saiu Mark Drax e entrou Steve James. Essas mudanças atrasaram os lançamentos da banda e dificultaram a relação da Dogs D´Amour com o selo japonês. Migraram, então, para a inglesa China Records, em 88. No mesmo ano lançaram "In the Dynamite Jet Saloon", segundo disco oficial da banda. "The Kid From Kensington" foi o carro-chefe do álbum que teve ainda, como destaque, as faixas "I Don't Want You To Go" e "Debauchery", "How Come It Never Rains" e "Last Bandit". O álbum serviu de apresentação da banda no Reino Unido, já que o disco anterior só havia sido lançado na Finlândia. Desde então a banda se tornou referência em Glam Rock, Hard Rock Farofa e Hair Metal.
"Almas atormentadas, tremei!"

Dogs D´Amour - The State We're In (1984)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Londres, Inglaterra, 1983.
O guitarrista Timothy Taylor, mais conhecido com Tyla, decide formar uma banda de rock´n´roll: The Bordello Boys. Aliado ao vocalista americano Robert Stoddard (Ned Christie, para os íntimos) - que passava uma temporada nas terras da Rainha - Tyla começa a compor. Logo, juntam-se à banda o guitarrista Nick Halls, o baixista Karl Watson e o baterista Bam. Pouco depois, Christie sugere outro nome pra banda.
Nascia a Dogs D'Amour.
A banda apresenta seu Glam Rock algumas vezes até conseguir um contrato com a Kumibeat Records, gravadora finlandesa. Porém, pouco antes de gravarem o primeiro disco, Tyla e Christie se desentendem e o vocalista deixa a banda. Quase na mesma época, Halls e Bam resolvem pular fora também, obrigando Tyla e Watson a reformular a banda. Para assumir as guitarras, Tyla convida Dave Kusworth, e para a bateria, Paul Hornby. Com essa formação a Dogs D'Amour viaja à Finlândia e grava "The State We're In", álbum de estréia da banda. Destaque para as faixas "How Do You Fall In Love Again?" e "The State I'm In".
Com esse álbum a banda retorna à Inglaterra e são cooptados por Johnny Thunders para excursionarem juntos. O baterista Bam é reintegrado à banda (Paul Hornby, mais tarde, formaria a Quireboys) enquanto que Jo "Dog" Almeida assume as guitarras no lugar de Dave Kusworth (que saiu pra formar sua própria banda: The Jacobites).
Mais informações na página oficial da banda.
"Almas atormentadas, tremei!"

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sisters of Mercy - Vision Thing (1990)

Amigos,
as constantes mudanças de formação fizeram com que a banda Sisters of Mercy, após o lançamento de seu primeiro álbum, ficasse mais conhecida como um projeto do vocalista Andrew Eldritch do que como uma banda de verdade. Mesmo assim o material produzido pelo "projeto" nos seus três álbuns oficiais até hoje soa significativo. Ao lado do guitarrista alemão Andreas Bruhn, do baixista Tony James (ex-guitarrista do Sigue Sigue Sputnik e ex-baixista do Generation X) e do guitarrista Tim Bricheno, Eldritch gravou "Vision Thing": um retorno à orientação musical baseada nas guitarras e no rock. O disco, politizado desde o título (que remete às práticas políticas dos Estados Unidos) trouxe a banda de volta ao "olho do furacão": "Doctor Jeep", "Vision Thing" e "Detonation Boulevard" mostravam que a banda ainda tinha o que mostrar. Porém, como nada é simples, logo de início planejaram uma excurssão ao próprio Estados Unidos onde se apresentariam ao lado dos rappers do Public Enemy!!. É claro que isso podia não acabar bem e várias cidades preferiram não agendar apresentações antevendo o pior. Isso desgastou a imagem da banda junto à WEA que decidiu não mais distribuir seus materiais na América do Norte. Aos poucos a banda foi desfazendo-se: primeiro Tony James deixou os baixos a cargor do indefectível "Doktor Avalanche"; depois foi a vez de Tim Bricheno ser substituído por Adam Pearson. Com ele, os últimos registros da Sisters of Mercy foram "Some Girls Wander By Mistake", de 92 - uma compilação contendo os primeiros singles independentes da badna -, e "A Slight Case of Overbombing", de 93 - uma compilação de grandes sucessos. Em dezembro de 93 Andrew Eldritch decretou o falecimento da Sisters of Mercy.
Até mais.

Sisters of Mercy - Floodland (1987)

Amigos,
a convivência dentro da Sisters of Mercy não devia ser nada fácil. Logo depois do lançamento do primeiro disco - e de sua turnê de divulgação - todos os integrantes deixaram a banda, abandonando Eldritch e seu projeto. Hussey e Adams formaram a "The Sisterhood" - que por motivos óbvios teve que mudar de nome para "The Mission". Eldritch, então, juntou-se à baixista Patricia Morrison e juntos promoveram uma sensível mudança de direção nos rumos musicais da banda: a orientação "rock e guitarras" deu espaço pra composições "sintetizadas e climáticas". Mesmo com essas mudanças, Eldritch nunca aceitou classificar sua música como "gótica" - mesmo sendo considerado um dos principais nome do gênero. "Lucretia, My Reflection" renovou a adoração dos frequentadores dos clubes noturnos ingleses pela banda: repetitiva, pulsante, intensa. "This Corrosion", uma evidente demonstração de desapreço pelos ex-companheiros de banda, até hoje é lembrada por quem assistia às primeiras experiências visuais das TV´s, na década de oitenta. Tempos depois, Eldritch afirmou que a baixista Morrison não tocou no disco - apenas figurou como elemento promocional. Até hoje essa discussão repercute entre os fãs já que Patricia já tinha tocado com Eldritch anteriormente e tem seu rosto estampado na capa do álbum. Outro detalhe significativo: a banda não se apresentou ao vivo na divulgação desse disco. Coisas do rock.
Mais informações nessa página.
Até mais.

Sisters of Mercy - First and Last and Always (1985)

Amigos,
nos anos oitenta Andrew Eldritch (guitarra e bateria) e Gary Marx (guitarra e vocais), assíduos frequentadores das casas noturna de Leeds (Inglaterra), decidiram formar uma banda. Influenciados pelo ambiente em que viviam, Eldritch e Marx compuseram "Damage Done/Watch/Home of the Hit-men", um single lançado pelo selo "Merciful Release", de Eldricht, e prensado em apenas 1000 cópias enviadas às rádios - principalmente ao famoso programa de John Peel. Seis meses depois Eldritch reformulou pela primeira vez a banda: assumiu os vocais, Marx ficou com as guitarras, Ben Gunn foi convidado - e aceitou - assumir uma segunda guitarra, Craig Adams - um amigo dos dois - ficou com o baixo, e, para a bateria, foi escalado "Doktor Avalanche", um sequenciador eletrônico (na época um Boss dr55). Em 83 lançam o single "Temple of Love" e assinam contrato com a WEA. Na mesma época o guitarrista Gunn resolve deixar a banda por diferenças pessoais e musicais com Eldritch. Em seu lugar assume Wayne Hussey. Com essa formação a banda grava “First And Last And Always”, primeiro álbum oficial. Reunindo elementos psicodélicos, punks e dançantes, a banda logo caiu nas graças do público gótico, apreciadores dos clubes noturnos dos quais Eldritch e Marx saíram e nos quais a Sisters of Mercy se apresentava. Ao vivo a banda interpretava, ainda, versões de músicas de Velvet Underground, Suicide e Richard Berry (registrados em discos foram apenas versões para Stooges, Rolling Stones e Hot Chocolate). No disco o que se pode constatar é que a banda de Eldritch imprimiu uma personalidade tão grande em suas composições que gerou uma legião de seguidores e influenciados que chega até os dias de hoje.
Destaque para as faixas "Marian", "First And Last And Always" e "Black Planet", minha favorita.
Mais informações na página oficial da banda.
Até.
Desenvolvido por UsuárioCompulsivo, desmontado e remendado por "Estranho Mundo de Mary". ^