terça-feira, 19 de maio de 2009

Corrosion of Conformity - Live Volume (2001)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Harpo's, Detroit, Michigan. Dia 20 de abril de 2001.
Quando a COC subiu ao palco naquela noite muitos dos que estava ali desconheciam o passado hardcore da banda. Na verdade os anos 80 já estavam tão longe que isso nem era tão grave - apesar de ser muito triste. O fato é que pode-se dizer que a Corrosion of Conformity alcançou êxito em duas carreiras dentro do rock: a primeira se tornando um dos principais nomes do Crossover dos anos 80; a segunda conquistando o respeito e a admiração de fãs dentro da cresecente cena Stoner Rock do final dos 90´s. Pepper Keenan (guitarra e vocal), Woody Weatherman (guitarra) e Mike Dean (baixista) - ambos fundadores da banda - e Jimmy Bower (baterista) provaram que uma banda pode mudar completamente seu curso ao longo do tempo sem perder a credibilidade e o respeito de fãs e da crítica - desde que mantenha a sinceridade e a competência. "Live Volume" é o único registro oficial da COC ao vivo e traz músicas como "Diablo Blvd.", "Senor Limpio", "King of the Rotten" e "Wiseblood".
Excelente.
"Almas atormentadas, tremei!"

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Bob Mould - Life and Times (2009)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Life and Times" é o nono e mais recente trabalho do senhor Bob Mould (ex-Hüsker Dü e Sugar). O álbum segue na mesma linha do anterior - sem as excentricidades eletrônicas, com muitos arranjos interessantes, melodias marcantes com letras inteligentes. Faixas como "I'm Sorry, Baby, But You Can't Stand In My Light Anymore" e "The Breach", são pequenas pérolas que Mould produz e passam quase que despercebidas pelo grande público. Sorte daqueles que tem a curiosidade e a oportunidade de encontrar artistas assim, vagando pela Internet.
Muitos podem se questionar se o Mould de hoje é o mesmo da década de 80, da cena punk/hardcore, do underground. A resposta é simples: não é onde você está que faz você ser o que você é - e sim o contrário: é o que você é faz onde você está ser o que é.
Entendeu?
(obs.: as faixas sairam com numeração trocada. Confiram aqui e me perdoem por isso.)
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - District Line (2008)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Apontado por muitos dos fãs como o melhor álbum da carreira solo de Bob Mould, "District Line" foi lançado em fevereiro de 2008. Com composições exatas, experimentações na medida certa e melodias marcantes, o talento de Mould fez-se presente nesse álbum. Alguns diriam que se trata de um álbum "convencional", como se isso fosse pejorativo. Não é. Principalmente quando o "convencional" é sustentado por composições bem trabalhadas, produções bem feitas e faixas como "Stupid Now", "Again and Again" e "Very temporary". Qualidade indiscutível. O disco ainda traz a faixa "Walls in Time", composta para integrar o primeiro disco de Mould mas que por alguma razão não foi lançada.
"Almas atormentadas, tremei!"

domingo, 17 de maio de 2009

Bob Mould - Body of Song (2005)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
As influências eletrônicas apresentadas no álbum "Modulate", de 2002, definitivamente mexeram com Bob Mould. Em 2002 ele lançou "Long Playing Grooves", um álbum tão diferente (dance/eletrônico) que Mould assinou com o pseudônimo LoudBomb. Pra mim tratava-se de uma outra proposta. Porém, ao pesquisar sobre os discos solos de Mould descobri que "Body of Song", de 2005, é, na verdade, o fechamento de uma trilogia "informal" que começou com o disco "Modulate" e progrediu com "Long Playing Grooves". Nesse disco as inserções eletrônicas ainda aparecem mas não em primeiro plano e sim como complemento aos arranjos de Mould. "Circles" e "Paralyzed" são bons exemplos disso. Não sei se vou ouvir o "disco bastardo" de Mould. Por enquanto, prefiro ficar com os que ele assinou com o próprio nome.
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - Modulate (2002)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Em 2002 Bob Mould lançou "Modulate", quinto álbum solo de sua carreira pós-Hüsker Dü e Sugar. Confirmando a tendência apresentada no álbum anterior, Mould investiu pesado em elementos eletrônicos. Portanto,não se trata de um álbum fácil de ser assimilado: quase não se percebe a presença de guitarras, baixo e bateria - a não ser sampleados ou sintetizados. Mesmo assim, o disco possui bons momentos: as faixa "Slay/Sway" e "Sound On Sound", as mais orgânicas, por exemplo. Se, por outro lado, você se interessa por experimentalismo eletrônico, landscapes e essas coisas, "Sunset Safety Glass" pode chamar sua atenção. Num meio-termo fica "Comeonstrong": nem tão eletrônica, nem tão convencional.
Para muitos, "Modulate" é o mais fraco dos álbuns solo de Mould. Para outros - e eu me incluo entre esses - trata-se apenas de um disco diferente, com muitos elementos eletrônicos, é verdade, mas que é parte do "todo" concebido por Mould nos seus discos autorais.
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - The Last Dog and Pony Show (1998)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Quarto álbum da carreira solo de Bob Mould, "The Last Dog and Pony Show" trouxe as primeiras experiências do músico envolvendo elementos eletrônicos (samplers e baterias pré-programadas) ao seu rock alternativo. Dessa vez Mould contou com Matt Hammon na bateria, Alison Chesley no violoncelo, e Jim Wilson nas programações. É fácil perceber que por traz da qualidade das composições e produção ainda persiste o velho Mould dos tempos do underground, politizado, contestador - basta ouvir a faixa "Who Was Around?", escolhida como a melhor faixa de rock alternativo de 98 pela "Gay & Lesbian American Music Awards", entidade que Mould integra.
Não encontrei amostras..
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - Bob Mould (1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Depois de gravar dois álbuns solo Bob Mould fundou a "Sugar", uma banda de rock alternativo que durou de 92 a 95. A empreitada gerou apenas dois álbuns de estúdio, um "b-sides" adicionado com um "ao vivo" e um ep. Com o fim da Sugar, Mould retornou a sua carreira solo com esse disco. Nele, Mould escreveu e executou todos os instrumentos - o que fez do disco uma espécie de "auto-retrato musical" de Mould.
Destaque para a faixa "Egøverride", faixa que levou o disco por todo o mundo.
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - Black Sheets of Rain (1990)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Black Sheets of Rain" foi o segundo álbum solo lançado por Bob Mould depois que sua banda Hüsker Dü acabou (1988). Diferentemente do primeiro disco, "Workbook", lançado um ano antes, aqui, Mould retoma as guitarras elétricas e compõe letras que se aproximam das experimentados em sua ex-banda - questinadoras, politizadas. Ainda ao lado do baixista Tony Maimone e do baterista Anton Fier, Mould se preparava para iniciar um novo projeto: a banda Sugar. Mas isso é assunto pra outra postagem. Por enquanto, assistam à faixa "It's Too Late" e visitem o blog pessoal do sr. Mould.
"Almas atormentadas, tremei!"

Bob Mould - Workbook (1989)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
Bob Mould foi e será pra sempre lembrado como a figura a frente da banda Hüsker Dü (1979-1988), uma das primeiras bandas do underground dos anos 80 a conseguir um contrato com uma gravadora grande (Warner). Quando a banda acabou (segundo dizem por abuso de álcool e drogas por parte de seus integrantes), Mould se exilou numa fazenda. Afastou-se também dos aditivos químicos e passou a compor já pensando em um trabalho autoral/solo. "Workbook" foi lançado em 89, um ano depois da separação da banda, e já mostrava um músico diferente. Essencialmente acústico e com forte influência Folk, Mould contou com a ajuda do baterista Anton Fier e do baixista Tony Maimone para redirecionar sua "orientação musical". Não foi uma novidade tão grande como se pode imaginar: no encarte do álbum "The Living End", da Hüsker Dü, o crítico David Fricke escreveu que já percebia em Mould um amadurecimento musical que o levava a outros caminhos. Portanto, não compare: Mould segue por caminhos diferentes, não menos criativos, apostando em guitarras acústicas, violões, violoncelo e letras pessoais.
Confiram a faixa "See a Little Light".
Mais informações no espaço de Bob Mould na Internet.
"Almas atormentadas, tremei!"

sábado, 16 de maio de 2009

Martin Scorsese Presents The Blues: A Musical Journey (Box Set 5 CD´s - 2003)

Amigos,
(postagem especial atendendo à sugestão de Tony Lennon)
historicamente foi em 1903 que W.C. Handy, um compositor com formação em música clássica, identificou o Blues. Ao descer numa estação de trens, em Mississipi, Handy viu e ouviu um negro, acompanhado unicamente de seu violão, tocando uma música diferente que falava sobre suas sofridas raízes de uma forma tão intensa que projetava nas pessoas que a ouviam uma sensação de solidão e tristeza.
Cem anos depois (2003) Martin Scorsese, notável diretor de cinema e aficcionado por Blues, celebrou a data lançando um de seus projetos mais geniais e importantes: narrar a história do Blues. O que originalmente era pra ser um único filme se transformou num mega-projeto de sete longas-metragem, envolvendo outros seis diretores - todos amantes do Blues - com um único intuito: resgatar a história daquela música que nasceu com os "spirituals", cresceu entre os escravos nos campos de algodão e influenciou de forma tão efetiva a cultura do século XX (mais informações sobre o documentário aqui).
Complementando o projeto, Scorsese lançou as trilhas de cada um dos documentário e um Set Box contendo 5 cds que - organizados cronologicamente - remontam a história do Blues. Contendo gravações que datam desde a década de 20 essa coleção traz os primeiros registros de bandas (de Jazz) interpretando o Blues, os nomes pioneiros do gênero, o Blues e seus acompanhamentos - violão, piano, bandas -, as aproximações com o R´n´B, o Jazz e o Rock, o Blues do Delta, de Chicago, o Britânico, os grandes nomes da década de 70, o renascimento na década de 80, enfim, uma verdadeira jornada musical às raízes de um dos gêneros musicais mais influentes e importantes da cultura ocidental moderna.
Mais informações nessa página.
Com vocês, o Blues por Martin Scorsese!

The Blues A Musical Journey (cd1-parte1)
1. Shortnin' / Henduck - Othar Turner & The Rising Star Fife & Drum Band
2. Long John - Lightning & Group
3. Crazy Blues - Mamie Smith
4. St. Louis Blues - W.C. Handy
5. Muddy Water - Bessie Smith
6. Match Box Blues - Blind Lemon Jefferson
7. Billy Lyons & Stack-O-Lee - Furry Lewis
8. "Ma" Rainey's Black Bottom - "Ma" Rainey
9. Dark Was The Night, Cold Was The Ground - Blind Willie Johnson
10. Savoy Blues - Louis Armstrong
11. Downtown Blues - Frank Stokes
12. Frankie - Mississippi John Hurt
13. Fishing Blues - Henry Thomas
The Blues A Musical Journey (cd1-parte2)
14. How Long How Long Blues - Leroy Carr
15. Canned Heat Blues - Tommy Johnson
16. Statesboro Blues - Blind Willie McTell
17. It's Tight Like That - Tampa Red & Georgia Tom
18. Pine Top's Boogie Woogie - Pine Top Smith
19. Guitar Blues - Lonnie Johnson
20. Pony Blues - Charley Patton
21. Diddie Wah Diddie - Blind Blake
22. K.C. Moan - Memphis Jug Band
23. Standin' On The Corner (Blue Yodel # 9) - Jimmie Rodgers
24. Sittin' On Top Of The World - Mississippi Sheiks
25. Preachin' The Blues - Son House

The Blues A Musical Journey (cd2-parte1)
1. Devil Got My Woman - Skip James
2. C.C. Rider - Lead Belly
3. Baby Please Don't Go - Big Joe Williams
4. Dirty Mother For You (Don't You Know) - Roosevelt Sykes
5. Billie's Blues - Billie Holiday
6. Cross Road Blues - Robert Johnson
7. I Good Mornin' Little School Girl - Sonny Boy Williamson
8. Shake 'Em On Down - Bukka White
9. Roll 'Em Pete - Joe Turner & Pete Johnson
10. Catfish Blues - Robert Petway
11. Going To Chicago Blues - Count Basie Orchestra with Jimmy Rushing
12. Key To The Highway - Big Bill Broonzy
13. Me And My Chauffeur Blues - Memphis Minnie
14. Worried Life Blues - Big Maceo Merriweather
The Blues A Musical Journey (cd2-parte2)
15. Cross Cut Saw Blues - Tommy McClennon
16. Evil Gal Blues - Lionel Hampton Sextet with Dinah Washington
17. Strange Things Happening Everyday - Sister Rosetta Tharpe
18.Honeydripper Pt.I - Joe Liggins
19. Drifting Blues - Johnny Moore's Three Blazers featuring Charles Brown
20. Let The Good Times Roll - Louis Jordan
21. That's All Right Mama - Arthur "Big Boy" Crudup
22. Call It Stormy Monday - T-Bone Walker
23. Good Rockin' Tonight - Wynonie Harris
24. Ain't Nobody's Business, Part One - Jimmy Witherspoon
25. Double Crossing Blues - The Johnny Otis Quintette with Little Esther & The Robins

The Blues A Musical Journey (cd3-parte1)
1. Mother Earth - Memphis Slim
2. Please Send Me Someone To Love - Percy Mayfield
3. Rocket 88 - Jackie Brenston
4. Dust My Broom - Elmore James
5. No More Doggin' - Rosco Gordon
6. Juke - Little Walter
7. Hound Dog - Big Mama Thornton
8. Reconsider Baby - Lowell Fulson
9. The Things That I Used To Do - Guitar Slim
10. In The Night - Professor Longhair
11. (I'm Your) Hoochie Coochie Man - Muddy Waters
12. Eisenhower Blues - J.B. Lenoir
13. Blue Monday - Fats Domino
14. Hard Times - Ray Charles
15. I Hear You Knockin' - Smiley Lewis
The Blues A Musical Journey (cd3-parte2)
16. Mystery Train - Elvis Presley
17. Don't Start Me To Talkin' - Sonny Boy Williamson II
18. Smokestack Lightnin' - Howlin' Wolf
19. Who Do You Love - Bo Diddley
20. I'm A King Bee - Slim Harpo
21. Johnny B. Goode - Chuck Berry
22. Farther Up The Road - Bobby "Blue" Bland
23. So Many Roads, So Many Trains - Otis Rush
24. First Time I Met The Blues - Buddy Guy

The Blues A Musical Journey (cd4-parte1)
1. Hide Away - Freddie King
2. Drivin' Wheel - Junior Parker
3. Boom Boom - John Lee Hooker
4. Frosty - Albert Collins
5. You Can't Lose What You Ain't Never Had - Muddy Waters
6. Killing Floor - Howlin' Wolf
7. Death Letter Blues - Son House
8. You Gotta Move - Mississippi Fred McDowell
9. Highway 61 Revisited - Bob Dylan
10. Hoodoo Man Blues - Junior Wells
11. Wang Dang Doodle - Koko Taylor
12. All Your Love - John Mayall's Bluesbreakers with Eric Clapton
13. I've Got A Mind To Give Up Livin' - Paul Butterfield Blues Band
The Blues A Musical Journey (cd4-parte2)
14. Red House - Jimi Hendrix
15. Born Under The Bad Sign - Albert King
16. Mama Talk To Your Daughter - Magic Sam
17. Tell Mama - Etta James
18. Group Ain't Superstitious - The Jeff Beck
19. She Caught The Katy (And Left Me A Mule To Ride) - Taj Mahal
20. Black Magic Woman - Fleetwood Mac
21. One Good Man - Janis Joplin

The Blues A Musical Journey (cd5-parte1)
1. The Thrill Is Gone - B.B. King
2. Dallas - Johnny Winter
3. Have You Ever Loved A Woman - Derek & The Dominos
4. Give Me Back My Wig - Hound Dog Taylor & The Houserockers
5. One Way Out - The Allman Brothers Band
6. Down Home Blues - Z.Z. Hill
7. Pride And Joy - Stevie Ray Vaughan & Double Trouble
8. Smoking Gun - Robert Cray
9. Tuff Enuff - Fabulous Thunderbirds
10. I'm In The Mood - John Lee Hooker & Bonnie Raitt
The Blues A Musical Journey (cd5-parte2)
11. Timbarma - Ali Farka Toure
12. Am I Wrong? - Keb' Mo'
13. Cherry Red Wine - Luther Allison
14. Bill - Peggy Scott-Adams
15. Just Won't Burn - Susan Tedeschi
16. Voodoo Music - Los Lobos
17. Round And Round - Bonnie Raitt
18. Vietnam Blues - Cassandra Wilson
19. I Pity The Fool (Live) - Robert Cray & Shemekia Copeland
20. Sweet Home Chicago - Keb' Mo' & Corey Harris

Até mais.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Corrosion of Conformity - In The Arms Of God (2005)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"In The Arms Of God" é o primeiro disco da Corrosion of Conformity a não contar com o baterista e fundador da banda, Reed Mullin (em seu lugar figura Stanton Moore). A faixa "Stone Breaker", que abre o disco, já deixa evidente que cada vez mais a banda se aprofunda nas influências psicodélicas pesadas dos anos 70. E não é só isso: "Paranoid Opioid" é pra ouvir de joelhos, agradecendo por Tony Iommi ter existido e nos deixado o legado dos riffs sabbathicos. Tem ainda "World on Fire" e "In the Arms of God", faixa que fecha o álbum em grande estilo.
"Almas atormentadas, tremei!"

Corrosion of Conformity - America's Volume Dealer (2000)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"America's Volume Dealer" é o sexto álbum da banda Corrosion of Conformity. Desde os primórdios - do hardcore/crossover - até esse ponto, muita coisa mudou na banda, de integrantes às propostas musicais, mas uma coisa permaneceu: a qualidade.
E isso é o que importa - pelo menos na minha opinião.
Não tente encontrar na nova COC a agressividade crua e politizada dos tempos de "Eye for an Eye" (1983) ou "Animosity" (1985). Procure, sim, por composições de qualidade, sonoridades que remetem do Southern ao Hard Rock e muito espírito Stoner (entenda-se "psicodelia").
Só assim você vai conseguir apreciar faixas como "Zippo", "Thirteen Angels", "Who's Got the Fire" e "Congratulations Song" sem se sentir frustrado, traído ou coisas do tipo.
"Almas atormentadas, tremei!"

Corrosion of Conformity - Wiseblood (1996)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
"Wiseblood" deu seqüência à nova proposta musical de Keenan, Weatherman, Dean e Mullin. "Drowning In a Daydream", "Redemption City" e "The Door" poderiam ser destaques desse registro - mas eu estaria sendo injusto com as demais faixas, principalmente com "Man or Ash", faixa que apresenta a participação de ninguém menos que James Hetfield, do Metallica.
"Almas atormentadas, tremei!"

Corrosion of Conformity - Deliverance (1994)

Saudações, mortais desse Estranho Mundo.
A banda "Corrosion of Conformity" (COC) nasceu em 82, em Raleigh, Carolina do Norte. Fundada pelo baixista Mike Dean, o guitarrista Woody Weatherman e o baterista Reed Mullin a COC consagrou-se como um dos ícones do Crossover, gênero que agregava bandas Hardcore influenciadas por Thrash Metal e vice-versa. No final dos anos 80 a gravadora Death, responsável pela banda, decidiu rescindir o contrato com a Corrosion of Conformity devido à instabilidade de formação. Weatherman e Mullin decidiram, então, reformular a banda - não só seus integrantes, mas sua proposta.
Nascia uma nova Corrosion of Conformity.
A primeira experiência veio com o disco "Blind" (1991), mas foi com "Deliverance" que a COC se reencontrou. Influenciado por Black Sabbath, Hard Rock setentista e Southern Metal o disco se tornou um clássico dos anos 90. Com Pepper Keenan nos vocais e guitarra, Woody Weatherman nas guitarras, Mike Dean no baixo (e vocal na faixa "Deliverance") e Reed Mullin na bateria, as faixas "Albatross" e "Clean My Wounds" correram o mundo e sedimentaram novamente o nome da Corrosion of Conformity na história do rock de qualidade - agora sob uma outra perspectiva.
"Almas atormentadas, tremei!"

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Black Nasa - Deuce (2004)

Amigos,
em 2004 a Black Nasa, banda de Kosnik, Hutter e Stubblefeld, lançou "Deuce", segundo e derradeiro álbum. A banda chegou a excursionar com esse álbum mas, depois desse lançamento, a banda encerrou suas atividades (prematuramente, diria eu). O estilo do Hard Rock praticado pela banda segue a linha de misturar Space Rock, psicodelia e influências clássicas como Moutain e Leaf Hound, gerando um Stoner Rock criativo e que nos remete ao que de melhor foi feito nas décadas de 60/70.
A Black Nasa participou, ainda, da coletânea "Sucking The 70's", outra excelente pedida pra quem gosta de revisitar os clássicos.
Até mais.

Black Nasa - Black Nasa (2002)

Amigos,
em 2000 o baixista e vocalista Chris Kosnik (ex-Godspeed) da banda banda Atomic Bitchwax viu seu companheiro de banda, o guitarrista Ed Mundell, deixar a banda para se integrar a outro grande nome do rock de Nova Jersey: a Monster Magnet. Para não ficar a ver navios Kosnick deu início à Black Nasa com o guitarrista Duane Hutter (com passagem pelas bandas Daysleeper e Solace) e o baterista Corey Stubblefeld (Three Day Funk e Viscosity Jones). Em 2002 a banda lançou seu primeiro álbum baseado no Hard Rock/Space Rock praticado nos anos 60/70. Tudo isso, somado aos temas viajantes de Kosnik resultam num Hard Stoner Rock de alta qualidade.
Até mais.
Desenvolvido por UsuárioCompulsivo, desmontado e remendado por "Estranho Mundo de Mary". ^